A Síndrome de Burnout, de modo geral, atinge médicos, policiais, bombeiros, enfermeiros e, no Brasil, atinge os professores. Por razões bastante específicas: desvalorização profissional, excesso de funções, turnos longos, condições inadequadas de trabalho e a constante pressão emocional (estresse cotidiano).
Alunas: Cristiane Marques de Sousa Lemos - 11212080264/ Julia da Silva Lino
Síndrome de Burnout: A doença do esgotamento profissional
Não importa a profissão, o estresse faz parte do dia a dia
num mundo cada vez mais competitivo. A Síndrome de Burnout é uma das
consequências deste ritmo atual: um estado de tensão emocional e estresse
crônico provocado por condições de trabalho desgastantes. O próprio termo
“burnout” demonstra que esse desgaste danifica aspectos físicos e psicológicos
da pessoa.
Em geral, a síndrome atinge profissionais que lidam direto e
intensamente com pessoas e influenciam suas vidas. É o caso de pessoas das
áreas de educação, assistência social, saúde, recursos humanos, bombeiros,
policiais, advogados e jornalistas.
Sintomas:
Há diversos sintomas, que, em fase inicial, até se confundem
com a depressão. Por isso, é importante um diagnóstico detalhado. O esgotamento
físico e emocional é refletido através de comportamentos diferentes, como
agressividade, isolamento, mudanças de humor, irritabilidade, dificuldade de
concentração, falha da memória, ansiedade, tristeza, pessimismo, baixa
autoestima e ausência no trabalho. Além disso, há relatos de sentimentos
negativos, desconfiança e até paranoia.
É possível que o paciente sofra fisicamente com a doença,
com dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta,
dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrointestinais,
respiratórios e cardiovasculares. Em mulheres, é comum alterações no ciclo
menstrual.
Além do tratamento, que inclui terapia e medicamentos, como
antidepressivos, se faz necessária uma mudança no estilo de vida. A atividade
física regular e os exercícios de relaxamento devem entrar para a rotina, pois
ajudam a controlar os sintomas. É importante que o médico observe se é o
ambiente profissional a causa do estresse ou se são as atitudes da própria
pessoa que geram a crise.
A qualidade de vida é uma das armas para prevenir a Síndrome
de Burnout. E isso inclui cuidar da saúde, dormir e alimentar-se bem, praticar
exercícios e manter uma vida social bem ativa.
Fonte: http://www.uniica.com.br/
Polo: Paracambi
Alunas: Cristiane Marques de sousa
Lemos - 11212080264 / Julia da Silva Lino
Somente com muita dedicação e comprometimento o pedagogo poderá dar conta de toda a demanda dos alunos de forma significativa, tornando o processo de ensino aprendizagem mais prazeroso.
Por: Sonia Maria Rodrigues Balbino/ Mayra Souza/ Natália Santos.
ASSÉDIO MORAL, violência nossa de cada dia.
Grupo Na Moral
Jaqueline dos Santos Cardoso – Polo Paracambi – Mat.15112080220
Lenemar de Souza Freitas – Polo Paracambi – Mat. 13212080198
Rozelane Sarmento Braz – Polo Paracambi – Mat. 14112080172
Cena do filme “2001 Uma Odisséia no Espaço”
///
O Ser Humano sempre buscou o poder como forma de
sobrevivência, e a violência é a principal ferramenta nessa conquista. Seja a
violência física, psíquica e intelectual, desde que propicie a subordinação de
um em função do outro.
Se fizermos uma retrospectiva histórica poderemos relembrar
episódios, tais como: os Faraós escravizando os egípcios, a relação das castas
indianas, a conquistas do império romano, as cruzadas cristãs, as regalias
monárquicas francesas, o bloqueio continental napoleônico, a escravidão, o
nazismo, a ditadura militar, o machismo, a homofobia etc.
Descobrir-se mais forte que o outro não significa garantia
do direito de dominação. Mas, parece que é mais forte que nós. Nós, vírgula!
Pois aí implica dois outros conceitos fundamentais: ética e empatia.
"indivíduo ético é aquele que respeita a humanidade em
si e no outro".
Margarida Barreto
No artigo “DROGAS, VIOLÊNCIA E JUVENTUDE: DESCONSTRUINDO
ESTEREÓTIPOS E RECONHECENDO”, a pesquisadora Maria Fátima Olivier Sudbrack
investiga a origem da violência “intrínseca” ao jovem. Ela busca compreender os
motivos pelo qual os jovens estão sempre ligados a violência e a as drogas. Ela
parte do princípio, popular, de que são violentos e se drogam pelo simples fato
de ser jovem, e ponto.
Então ela trata dessa violência como se fosse uma doença,
mas ressalta a atenção sobre seus sintomas, a febre, por exemplo.
A febre não é a doença em si, ela é um sintoma, um
dispositivo de alerta do corpo para indicar que há algo de errado, que há um
desequilíbrio por parte de algum órgão. Ela é um pedido de socorro!
///
Pois bem, se a violência é uma febre, qual é a doença em
sim? De onde vem o desequilíbrio desse “corpo”? Ela, então, afirma que a
violência social que atinge direta ou indiretamente esse jovem é o que leva a
essa “febre”. Uma resposta violenta à toda a violência que o afeta:
desestrutura e desafeto familiar, desrespeito das políticas públicas em relação
aos direitos sobre a saúde, educação, lazer e segurança, a dominação cultural
imposta pelas mídias e o capitalismo selvagem, e toda a espécie de dominação
social que, não só os jovens mas, todos nós vivemos.
Nosso grupo escolheu esse tema, Assédio Moral, mas é claro
que os outros temas tratados neste blog estão diretamente ligados as relações
sociais vigentes em nosso tempo. Somos violentados constantemente sem perceber.
E, para nos defender, somos violentos também, vivemos “trocando chumbo”.
Lendo o depoimento de uma professora, em seu blog,
percebemos seu desabafo em relação ao estereótipo que a mídia criando do
professor, quando dão visibilidade exagerada sempre que um professor
desrespeita um aluno. E, para se defender usa, nitidamente, um tom revoltado e
nada empático em relação a tudo que pode estar por trás do ato de desrespeito
que vem de um estudante.
Não é uma crítica a reclamação dela, muito pelo contrário.
No texto compreendemos seu sofrimento. É só o caso aqui, de exemplificar o
quanto nos tornamos violentos na tentativa de nos defender dela:
///
O Filósofo, teólogo e educador Mario Sérgio Cortella fala a
respeito da falta de referências hierárquicas na criação que os pais dão hoje a
nossas crianças.
Damos opções a indivíduos que ainda não têm experiências e
compreensão epistemológicas para fazer escolhas, no lugar de conduzi-las de
maneira (supostamente) correta, educando-as. Não é a isso o que chamamos de
criação?. Quando, essas mesmas crianças, se deparam com a autoridade e as
regras demandadas pela escola e educadores, necessárias no processo de ensino
aprendizagem, elas se defendem, usando os argumentos assimilados por elas na
convivência familiar e na própria comunidade: O famoso, “sabe com quem está
falando?”, “estou pagando”, “você não manda em mim”..
A criança, o adolescente, o jovem, não percebem a autoridade
como condutor de um processo, mas sim como uma imposição de valores e desejos
do outro sobre ele, que está tão acostumado a escolher o que quer, com aval
daqueles que deveriam ter maior autoridade sobre eles, seus pais. Na verdade,
os próprios pais já são frutos de uma sociedade que os permitiu escolher sem
referência hierárquica.
Como, então, resolver sozinho esse quiproquó histórico em um
tempo de aula de 45 minutos?
Bom, a lei criou mecanismos para garantir os direitos e
deveres em relação ao respeito. A velha história de que “seu direito termina
onde começa o meu, e vice-versa”.
Naquele blog, Professor: Profissão perigo, citado acima; a
professora afirma que nunca viu a lei ser aplicada a algum aluno, por desacato
ou desrespeito.
E, abaixo, vemos mais discursos inflamados e vingativos:
“Eu acredito que as salas de aula deveriam ser abertas,
ficando lá dentro apenas os alunos que querem aprender alguma coisa. Alunos que
são obrigados a frequentar a escola não querem estudar, vão apenas para cumprir
algo que são obrigados a fazer. Se o tal "conselho" deixasse de
existir e os alunos efetivamente reprovassem se não atingissem a média ou
tivesses faltas superiores a 25% não seria o atual cenário dentro das salas de
aula. Mas ao mesmo tempo, ninguém seria obrigado a ir a escola. Vestibular é
uma coisa que poderia ser substituída por MÉRITO, ou seja, se você se dedica
aos estudos, desde sempre, tem direito a tentar uma vaga na universidade, caso
contrario não!”
Quando você era criança, você preferia ir para a escola ou
ficar brincando o dia inteiro? É cômico pensar dessa forma. Crianças não têm
referência epistemológica para avaliar a importância de estar em sala de aula.
Por isso a origem do Pedagogo, lembra? Aquele que conduz a criança para a
escola, que conduz a criança no caminho do conhecimento. Elas não têm condição
de escolher, não é justo. É covarde culpa-las.
É covarde também culpar seus pais, vítimas de um sistema
cruel. É covardia culpar os diretores que são pressionados pelo mesmo sistema e
pelos pais que pagam e mantem as escolas (privadas ou públicas). É covarde
acreditar que professores vão dar cota de consertar tudo isso sozinho. E,
ainda, é covardia ser professor e culpar a criança. Certamente, através da
observação e análise de como o mundo funciona, essa mesma criança irá cometer
bullying com o primeiro que se mostrar mais vulnerável que ela. Mas, podemos
também, correr no sentido contrário, o da insubordinação. E, com isso, criamos
um ciclo vicioso violento e vingativo.
A preocupação com questões deste cunho, existem desde
sempre. Foi tratado da Bíblia, no Alcorão, na Roma Antiga; e atende por
diferentes terminologias:” Mobbing nos países Nórdicos, Suíça e Alemanha;
o Bullying (tiranizar) na Inglaterra; Harcèlement na
França; Bossing na Itália; Acoso Moral na Espanha e
Itália; Harassment ou Mobbing (molestar) nos EUA;
Psicoterror e Assédio Moral no Brasil
e Ijime ou Murahachibu (ostracismo social) no Japão. Essas
denominações guardam concordância entre aqueles que estudam e se dedicam ao
assédio moral.”
///
Assédio moral provoca danos emocionais irreversíveis,
impagáveis. A lei existe, mas o processo é árduo, doloroso e implica em um
ânimo que, justamente esse, não se têm depois de se tornar vítima.
A crueldade implícita no Assédio Moral tem tamanhos
diferentes, que vai da brincadeirinha de mal gosto até o holocausto nazista.
Seus antídotos vão dos costumes familiares aos Direitos Humanos.
A vítima de hoje é um potencial algoz de amanhã. Conceitos
como: democracia, ética, empatia e afeto; são fundamentais no combate ao
Assédio Moral. Devem ser temas exercitados em todos os âmbitos sociais (escola,
igreja, clubes...)
E, a adaptação ao novo é necessária por parte dos Educares,
em especial. Adequar-se ao tempo e a novas tecnologias é fundamental.
A heurística é ferramenta ideal para isso. Ao invés de
proibir e criticar o uso do celular em sala de aula, por exemplo, é mister
descobrir maneiras inteligentes, eficazes e inovadoras de usar essa tecnologia
como auxiliadora, em favor do caminho do conhecimento. Olhar, ver e enxergar o
valor do novo.
Precisamos baixar a febre e ir curando a doença com calma,
com carinho, com afeto. O Pedagogo deve conduzir, e não criticar. Valorizados
ou não, somos de fato responsáveis pela sociedade que nos cerca. Precisamos ter
afeto na luta, ajudando a construir o exército que vai atuar eticamente,
moralmente, politicamente e legalmente em nossa sociedade.
Porque, afinal de contas, crianças de hoje praticam
bullying, mas elas crescem e viram adultos que praticarão o fascismo. De modo
que vamos vivendo eternamente sobre a hegemonia do “manda que pode, obedece
quem tem juízo”.
Muitos
rótulos tem que sido criados ao longo do tempo para definir essa violência que
ocorre no ambiente escolar. O que tem determinado com maior incidência pra
discriminar essa violência, atualmente, nas escolas é o termo bullying. Que na
realidade quer dizer aquela forma sistemática de violência continua de uma
pessoa sobre a outra, ou sobre um grupo sem nenhum motivo aparente mais que a
coloca em uma situação de vulnerabilidade intensa e de sofrimento psicológico
ou físico. Porque as agressões pode ser de ordem psicológica e de caráter
físico.
Precisamos
compreender que no ambiente escolar atual iremos encontrar pessoas com
diferentes culturas, valores e experiências, ou seja, encontramos um ambiente
bastante diversificado.
A
criança durante o processo de desenvolvimento se identifica com os valores
recebidos ou captados de pessoas mais próximas, como por exemplo a família.
Essa criança vai ter a tendência de reproduzir aquele valor ou aqueles
comportamentos no seu processo de socialização, seja na escola ou em qualquer
ambiente social que ela conviva com outras crianças e com outras pessoas. Isso
significa dizer que crianças que convivem em um ambiente familiar onde há
discriminação, onde o valor colocado é discriminatório, é do abuso verbal, é do
xingamento e outros comportamentos abusivos que existem, ela tem uma tendência
natural a reproduzir aquele valor. E ai ela pode se tornar um gerador de
violência, aquela que vai produzir o bullying.
Por
outro lado, há a criança que é o alvo que sempre é uma criança mais retraída e
com dificuldade de socialização que ao chegar na escola, dependendo do ambiente
que lá esteja e da configuração de aluno que ali esteja, ela pode ser
estigmatizada, isto é, o grupo pode não se adaptar a maneira com a qual ela
lida com o próprio grupo. O resultado
disso é que a criança se torna alvo e aí vem a aqueles comportamentos que
precisamos ter em mente do que pode significar sistematicamente o bullying, ao
fazer sofrer, ao discriminar e ao excluir.
A
maneira de evitar é um conjunto de medidas. A principal maneira é através de uma aliança com a família, pois se
eu estou recebendo crianças que estão em processo de desenvolvimento, crianças
em processo de captação de valores e que são provenientes de famílias distintas
e com diferentes valores, enquanto escola temos que se aproximar da família e
estabelecer um conjunto de atividades educativas com essas famílias de maneira
que eu consiga compreender que valores fazem parte do repertorio educativos
dessas crianças. E a partir daí trabalhar essas diferenças.
Uma
das vertentes do bullying é a intolerância, a dificuldade de lidar com o
diferente, com o que eu não gostei. Outra vertente é a minha própria exclusão,
então se eu sou aquele aluno que tem dificuldade de ser reconhecido, que não
tem prestigio no processo ele irá usar a arma da violência e se agrupa com
outros que estão excluídos e passa a atacar outros grupos verbalmente e
fisicamente.
O
ambiente escolar tem que ser uma ambiente de discussão permanente sobre tolerância
e quando envolver criança utilizar o lúdico e a partir disso trabalhar
intensamente no ambiente escolar com os pais, professores e toda a comunidade
escolar.
É
preciso melhorar a linguagem para lidar com as diferenças em sala de aula, como
comunicar a família, e como trabalhar isso com a família, de maneira que ela
seja aliada dos educadores, ou seja, não basta comunicar que o filho/aluno está
com dificuldade. Texto autoral Ariane de Oliveira Pinheiro - 14112080181 Cassiane Felisberto - 14112080174 Verônica G.Soareas - 14112080165
Professora e psicóloga analisa a violência na escola e os reflexos na vida do docente
Por Lideli Crepaldi*
Toda semana são noticiados casos de violência nas escolas brasileiras. Infelizmente, o problema não é um exagero criado pela mídia, mas sim uma realidade enfrentada diariamente por milhares de professores das redes pública e privada.
Dentre os casos mais comuns de violência, podemos citar as ameaças feitas por alunos a professores, sobretudo a respeito de baixo rendimento escolar. Uma nota abaixo da média nem sempre é entendida como um alerta para que o aluno melhore e estude com mais afinco: para muitos estudantes, a nota é compreendida como ofensa pessoal. Alguns ficam no enfrentamento verbal, enquanto outros partem para agressão física ou danos a bens do professor, sobretudo carros (pneus furados são os relatos mais comuns). Depredações a patrimônios da escola e arrombamentos de salas também integram o vasto rol de atitudes violentas no ambiente escolar. O tipo de violência mais comum, entretanto, se dá entre os próprios estudantes.
Apesar de a violência física estampar um número muito maior de manchetes, é a violência moral que mais assusta aos professores de todos os níveis de ensino, desde o Infantil ao Superior. Xingamentos, gestos obscenos, perturbações, indisciplina. Problemas que atrapalham o andamento das atividades pedagógicas e os relacionamentos dentro da escola. Os casos de bullying – a violência moral entre os próprios alunos – também chocam educadores e familiares, inclusive ultrapassando os muros da escola e chegando ao ambiente virtual, onde situações vexatórias de alunos podem ser acessadas por qualquer pessoa.
Apontar as causas para a violência no ambiente escolar é uma tarefa árdua, que demanda uma grande quantidade de informações, estatísticas, pesquisas e, até mesmo, suposições. Problemas familiares, de relacionamento, baixa autoestima, falta de segurança, drogas, pouca participação dos familiares, exclusão social, entre outras, são algumas das possíveis origens para a violência. Na realidade, situações violentas no âmbito escolar espelham os problemas sociais e o clima violento presentes no País e no mundo.
Contudo, sabe-se que a solução para a violência não está unicamente na repressão, mas sim num projeto político-pedagógico que contemple outras instâncias além do ensino-aprendizado. É preciso envolver os familiares, a comunidade e o poder público para que o problema seja discutido e novas ações sejam planejadas para minimizar o problema. Afinal, não é somente na escola que aprendemos novos valores e perspectivas.
Uma das soluções encontradas pelas escolas é envolver, cada vez mais, os alunos em projetos fora da sala de aula, que tornem a experiência acadêmica muito mais ampla e prazerosa do que o ensino tradicional. É preciso que o professor esteja ciente de que, por vezes, se a classe vive situações conflituosas, vale mais a pena estimular uma conversa do que ministrar uma aula que não será bem aproveitada. Se o aprendizado do conteúdo é importante, fundamental mesmo é promover a criação de laços de solidariedade entre a comunidade acadêmica, fornecer subsídios para o exercício pleno da cidadania e preparar os estudantes para uma vivência ética em sociedade.
* Profª Drª Lideli Crepaldi – psicóloga e professora na Universidade de São Paulo (USP), na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e no Centro Universitário Fundação Santo André, e sócia do SINPRO ABC
Pesquisa realizada pelo Sinpro Minas revela dados sobre condições de saúde dos professores
O Sinpro Minas divulgou, em abril, a pesquisa inédita que mapeia as condições de saúde e trabalho dos docentes da rede privada de ensino de todo o território mineiro, e revelou o elevado percentual de professores que alegam sofrer cansaços físico e mental (92,84%).
De acordo com o estudo, para 82,58% da categoria, a exigência de cumprimento de prazos é o principal motivo que torna o ambiente institucional ameaçador. Já a principal causa de desgaste entre os docentes encontra-se na relação direta entre aluno e professor, com 40, 25% das respostas.
Outro dado que preocupou o sindicato diz respeito à violência no ambiente escolar: aproximadamente 41% dos professores reclamaram que já foram agredidos ou ameaçados por alunos pelo menos uma vez.
Ainda segundo a pesquisa, há uma associação direta entre o número de alunos em sala de aula e a possibilidade de o professor apresentar problemas de saúde, como rouquidão e dores de cabeça, e um dos maiores motivos de afastamento na categoria está relacionado a dores nas pernas.
Apesar da pesquisa retratar as condições de trabalho em Minas Gerais, é possível identificar semelhanças em escolas em todos as cidades, inclusive no ABC.
Com informações do Sinpro Minas.
Postado por Jane Noronha 14112080175/ \Lidia B.Serrador Rodrigues13212080169/Nanci Moreira 14112080200
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Este texto é um relato de uma O.E (Orientadora Educacional) de uma escola Estadual do Rio de Janeiro em que estou estagiando, que me contou através de uma conversa informal um pouco do seu trabalho na instituição.
A escola possui em torno de quase 2000 alunos e ela procura atender todos eles, nos três turnos (manhã, tarde e noite). Os tipos de problemas que costuma atender são: evasão escolar, problemas com aluno especial, violento, sem nota, que sofreram bullying, faz acompanhamento das alunas grávidas que se ausentam da escola, faz segunda chamada de prova, entre outros. Ela tem dias específicos (terça e quinta) para receber responsáveis de alunos. O atendimento começa às sete, por causa dos responsáveis que estão indo trabalhar e passam antes na escola para conversar com ela e termina às oito, por que tem responsáveis que ao chegar do trabalho também é recebido por ela. Tudo é documentado. E em alguns casos, a O.E não recebe apoio da direção. A escola está com um problema sério com uma aluna esquizofrênica, que é violenta, mais a O.E chamou o responsável para conversar e o mesmo ainda não apareceu.
Embora o trabalho seja árduo, a O.E falou que gosta muito do que faz.
Segue alguns documentos utilizados pela O.E
Postado por: Bárbara Pinto de Carvalho - matrícula: 14112080496