quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O papel do orientador educacional

Esse profissional zela pela formação dos alunos como cidadãos, ajuda os professores a compreender os comportamentos das crianças e cuida das relações com a comunidade.

Raissa Pascoal

Na escola, o orientador educacional é um dos membros da equipe gestora, ao lado do diretor e do coordenador pedagógico. Ele é o principal responsável pelo desenvolvimento pessoal de cada aluno, dando suporte a sua formação como cidadão, à reflexão sobre valores morais e éticos e à resolução de conflitos.
Ao lado do professor, esse profissional zela pelo processo de aprendizagem e formação dos estudantes por meio do auxílio ao docente na compreensão dos comportamentos das crianças. Ou seja: enquanto o professor se ocupa em cumprir o currículo disciplinar, o orientador educacional se preocupa com os conteúdos atitudinais, o chamado currículo oculto. Nele, entram aspectos que as crianças aprendem na escola de forma não explícita: valores e a construção de relações interpessoais.
Por tratar diretamente das relações humanas, o orientador educacional pode ter suas funções confundidas com as de um psicológico. Essa confusão, no entanto, deve ser evitada, porque, embora também lide com problemas de convivência e com dificuldades de aprendizagem das crianças, a função do orientador se aproxima mais do aspecto pedagógico e não da dimensão terapêutica do atendimento.
Para conseguir realizar seu trabalho, o profissional que ocupa esse cargo não pode ficar o tempo inteiro em sua sala, apenas recebendo alunos expulsos da aula ou que desrespeitaram um colega ou um professor. Ele só consegue saber o que está acontecendo na escola, entender quais são os comportamentos das crianças e propor encaminhamentos adequados quando circula pelos espaços e convive com os estudantes.
Esse trabalho também ultrapassa os muros da escola. O orientador deve atuar como uma ponte entre a instituição e a comunidade, entendendo sua realidade, ouvindo o que ela tem a dizer e abrindo o diálogo entre suas expectativas e o planejamento escolar.
Apesar de essas funções do orientador serem essenciais no processo de ensino e aprendizagem, nem sempre as escolas contam com esse profissional em sua equipe. Com ou sem ele, no entanto, o trabalho não pode deixar de ser feito. Da mesma maneira que uma escola sem coordenador pedagógico não deixa de planejar as situações didáticas, uma escola sem orientador educacional não deixa de se preocupar com a formação cidadã de seus alunos. Essa missão deve ser cumprida pelo diretor, coordenador e também pelos professores. 

O que faz o orientador educacional?

• Orienta os alunos em seu desenvolvimento pessoal, preocupando-se com a formação de seus valores, atitudes, emoções e sentimentos;
• Orienta, ouve e dialoga com alunos, professores, gestores e responsáveis e com a comunidade;
• Participa da organização e da realização do projeto político-pedagógico e da proposta pedagógica da escola;
• Ajuda o professor a compreender o comportamento dos alunos e a agir de maneira adequada em relação a eles;
• Ajuda o professor a lidar com as dificuldades de aprendizagem dos alunos;
• Medeia conflitos entre alunos, professores e outros membros da comunidade;
• Conhece a legislação educacional do país;
• Circula pela escola e convive com os estudantes.


Bibliografia:

PASCOAL,Raissa. O papel do orientador educacional. Disponível em:<http://gestaoescolar.org.br/formacao/papel-orientador-educacional-758703.shtml>. Acesso em:5 out. 2016.

Postado por: Bárbara Pinto de Carvalho - 14112080496
O termo burnout significa que o desgaste emocional danifica os aspectos físicos e emocionais da pessoa, pois, traduzindo do inglês, burn quer dizer queima e out exterior. Embora já se venha falando sobre o assunto há décadas, no Brasil as discussões em torno da síndrome tornaram-se mais fortes nos últimos anos.
Essa reportagem retirada do Hospital Albert Einsten, descreve bem os sintomas e as consequências para qualquer trabalhador comum mas principalmente para os que trabalham na educação:

SINTOMAS
Problemas de relacionamento com colegas, clientes e chefes, a falta de cooperação entre os colegas de trabalho, de equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal e também de autonomia são grandes causadores do nível máximo de estresse. Fortes candidatos são aqueles conhecidos como workaholics, que se identificam bastante com o trabalho, vivem para ele e têm níveis de exigência muito altos.

Pessoas com a síndrome apresentam sintomas como fadiga, cansaço constante, distúrbios do sono, dores musculares e de cabeça, irritabilidade, alterações de humor e de memória, dificuldade de concentração, falta de apetite, depressão e perda de iniciativa.

Essa soma de mal-estares pode levar ao alcoolismo, ao uso de drogas e até mesmo ao suicídio. No dia-a-dia, a pessoa fica ainda arredia, isolada, passa a ser irônica, cínica e a produtividade cai. Muitas vezes, o profissional acredita que a melhor opção seja tirar férias; entretanto, quando volta, descansado, retoma a postura anterior.

Há casos de pessoas que saíram de férias, descansaram e estavam bem, mas, ao voltar ao trabalho, apresentaram os sintomas novamente.

“A pessoa tende a adoecer mais porque o sistema imunológico está comprometido. Há casos de pessoas que saíram de férias, descansaram e estavam bem, mas, ao voltar ao trabalho, apresentaram os sintomas novamente”, explica Ana Maria Teresa Benevides-Pereira, psicóloga e autora do livro Burnout: Quando o trabalho ameaça o bem-estar do trabalhador (Casa do Psicólogo).

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
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Para detectar a síndrome, deve-se fazer um exame minucioso e analisar se os problemas enfrentados estão relacionados ao ambiente de trabalho ou à profissão. O ideal é procurar um especialista no tema e fazer exames psicológicos. É necessário avaliar se é o ambiente profissional que causao estresse ou se são as atitudes da própria pessoa que passam a ser o estopim.

Existem três focos durante o tratamento psicoterápico: a relação com a profissão, o ambiente de trabalho e o trabalho com foco nos sintomas – por exemplo, a dificuldade de concentração.

Junto à terapia, os especialistas aconselham melhorar a qualidade de vida, prevenir o estresse, garantir boa saúde física, dormir e alimentar-se bem, praticar atividades físicas e manter hobbies e interesse pela vida social.





ALUNAS:
CÁTIA  /   MARTA  /   NATÁLIA



Retirado de :
http://www.einstein.br/estrutura/check-up/saude-bem-estar/saude-mental/sindrome-burnout.




Síndrome de burnout | Vida & Saúde

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Achamos interessante a explicação pois distingue a diferença de um profissional com depressão de um com síndrome de Burnout.
E de como deve ser encarado esse profissional e como deve ser tratado.

Alunas:
CÁTIA M. TEODORO COSTA /  MARTA A. DE MATTOS /  NÁTALIA

Essa reportagem foi exibida no dia 18/06/14 pelo canal vida e saude, mas é super atual.
GESTÃO ESCOLAR:
ENFRENTANDO OS DESAFIOS
COTIDIANOS EM ESCOLAS PÚBLICAS 

" Esta é a dica de um livro que, como sugere seu título Gestão Escolar: enfrentando os desafios cotidianos em escolas públicas, reúne um conjunto de textos alguns dos quais resultantes de Trabalhos de Conclusão de Curso de estudantes da Especialização em Gestão Escolar, modalidade EAD, vinculada ao Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica MEC/SEB, parceria com a SEDUC/RO e UNDIME/RO. Há também textos elaborados por professores-pesquisadores vinculados a Fundação Universidade Federal de Rondônia/UNIR. Em todos eles o diferencial se encontra na abordagem que procura articular as reflexões teóricas com as situações concretas, e como este encontro deve ser proveitoso em prol do enfrentamento dos problemas com os quais se deparam os gestores escolares."
(...) Os capítulos deste livro resultam de relatos dos projetos de intervenção desenvolvidos e reflexões escritas por docentes e especialistas em gestão escolar que atuam como profissionais da educação no estado de Rondônia. 
 
Disponível em:  http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=2170-livro-unir-2009&category_slug=dezembro-2009-pdf&Itemid=30192

GRUPO: Mayra da S. Souza/ Natália Santos da Silva/ Sônia Maria Rodrigues

Temos que parar com o Bullying nas escolas!

Projeto define oito tipos de bullying que devem ser evitados na escola






Por: Ariane Pinheiro, Cassiane Felisberto e Verônica G. Soares

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Qual o papel do pedagogo em contextos não escolares?

QUAL O VERDADEIRO PAPEL DO PEDAGOGO EM CONTEXTOS NÃO ESCOLARES?


Hospital infantil varela Santiago - Natal/RN
Hospital infantil varela Santiago - Natal/RN
O pedagogo tem uma grande responsabilidade quando colabora em espaços muitas vezes por ele desconhecido, exemplificando os contextos não escolares (Hospitais, Empresas, ONGs, Instituições). 

O ensino superior deste profissional provavelmente não o preparou para este fim. A maioria das universidades não oferecerem currículos baseados na realidade das empresas e/ou organizações para a atuação deste profissional. 

Ao observar alguns documentos importantes ligados a área da educação percebe-se que existem lacunas e interpretações errônea quanto ao oferecimento da educação em qualquer esfera seja ela escolar ou não. Sabe-se que alunos internados e debilitados por algum tipo de patologia em hospitais, moradoras ou participantes de ONGs, colaboradores de empresas, têm o direito ao "conhecimento" garantido por leis como a LDB, ECA, Constituição, resoluções, outros. 

O Pedagogo ao fazer parte deste processo muitas vezes se vê despreparado pelo fato de não ter tido em sua vida acadêmica de práticas e teorias ligadas a estes contextos não escolares. A alternativa mais apropriada seria a elaboração, execução de um projeto em que se valorizasse esse profissional com políticas eficientes. 

Verifica-se que o caráter verdadeiramente pedagógico que os profissionais possuem dentro desta área é confundido com um caráter estritamente administrativo em que a obtenção por recursos é mais importante que o atendimento às necessidades do processo educacional. Ou seja, quando esses profissionais atuam fora da sala de aula geralmente é na visão administrativa e não pedagógica. 

Infelizmente o lucro, o financeiro e o administrativo são os sinônimos que algumas empresas e/ou organizações almejam. Parece que não se tem objetividade nem claridade nos ideais da Educação Brasileira e valorização pelo profissional desta área. 

Não se prevalece a Educação como transformação social e o Pedagogo como o transformador desse processo. É amplo o fazer desse profissional. Necessariamente a partir do momento que este profissional de fato for valorizado em todos os seus aspectos, poderemos assegurar a eficiência e eficácia do seu trabalho dentro da instituição por participar ativamente de seus planos, planejamentos e projetos conseguindo ótimos resultados anuais. 

Somente um Pedagogo participativo, eficiente e eficaz, ético em suas ações dará a oportunidade de verificarmos que estes valores requerem objetividade. A ética que esses profissionais precisam defender na educação não escolar e escolar e no mundo, é a ética humana, aquela que promove o desenvolvimento tendo como objetivo o bem estar dos humanos. 

Não basta aprender conceitos e discutir pontos de vista, é preciso também, mudar as atitudes, colocar os valores aprendidos em ação. Outro papel do Pedagogo é protagonizar o processo educacional sem negar a sua dinamicidade, os seus conhecimentos e qualidades e as falhas e fragilidade. 

Ter ética é saber que ensinar e aprender são muito mais do que dar uma receita para ser desenvolvida sem erros: é antes de tudo ser referência de homem e de mulher diante dos problemas que a vida impõe, assumindo uma atitude de respeito, solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças e discriminações. 

Outro fator importante é saber que o ensino-aprendizagem não tem a função doutrinária e o papel do Pedagogo passa a ser o de mediar, trazendo para a sala de aula várias posições sobre determinados assuntos, provocando o exercício da descentralização, a possibilidade de conhecer distintas opiniões e de formar a sua a partir das discussões e da análise dos aspectos positivos e negativos referentes a cada assunto, e isto é uma questão de ética profissional em educação. 
Artigo por Christianne Nery Rodrigues de Sousa Marques da Rocha - sexta-feira, 19 de outubro de 2012.
Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

COLUNISTA

Christianne Nery Rodrigues de Sousa Marques da Rocha

Christianne Nery Rodrigues de Sousa Marques da Rocha

Mestre em Educação e Pós Graduada em Docência do Ensino Superior e Educação Especal. Na ONG Varela Santiago em Natal/RN atuou como Coordenadora da Classe Hospitalar e Coordenou o Projeto Virtus Letramento pela Secretaria Estadual de Educação/RN. Foi Assistente Pedagógica da Prefeitura de Suzano/SP e Professora de Educação Especial NEESP/SP. Coordenadora da ONG Lar Plantio do Amor-Osasco/SP.
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Postado por: Thais Guimarães/ Roseli Barbosa/ Marisete Mesquita.
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