segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Olá!
Temos acompanhado várias postagens sobre os desafios à atuação do pedagogo  no âmbito escolar.
Bem se sabe que a atuação deste profissional é ampla, podendo exercer sua função em vários âmbitos. Sendo assim decidimos compartilhar com vocês um artigo denominado:

" O PEDAGOGO FRENTE AOS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO HOSPITALAR."

Boa Leitura!

RESUMO
 O trabalho do pedagogo assume diversas especificidades e possibilidades que podem ser exploradas em vários âmbitos. É fundamental que em ambiente hospitalar seu trabalho seja pensado e trabalhado criticamente para que sua ação não seja limitada e meramente humanitarista. Esse texto relata o papel político pedagógico do trabalho do pedagogo realizado a partir de uma política pública, adotada pelo governo do Estado do Paraná e implantada pelo programa Sareh – Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar, pela SEED-PR (Secretaria do Estado da Educação do Paraná). Descreve a importância do profissional da educação no ambiente hospitalar, contemplando suas funções, seu perfil, sua práxis e a necessidade de uma fundamentação teórica adequada ao meio ao qual está submetido seu trabalho, no caso, o ambiente hospitalar onde ocorre o atendimento de crianças, jovens e adultos inseridos no processo educacional, nas diferentes modalidades de ensino e que, por vários motivos, encontram-se hospitalizados, impossibilitados de participar do ambiente escolar formal. Ressalta também a importância do processo de formação continuada dos profissionais que atuam nesse serviço o que demonstra uma preocupação com a promoção da universalização da educação e com a qualidade do processo educacional. Além disto, traz alguns conceitos chave, como a discussão de resiliência que amplia a discussão sobre o papel do pedagogo neste ambiente bastante diferenciado de trabalho. O objetivo é sensibilizar o leitor sobre a realidade hospitalar, a situação do aluno enfermo, bem como destacar a participação política/pedagógica do pedagogo no processo de escolarização e a importância de sua presença nas políticas de humanização hospitalares. Palavras - chave: Escolarização. Pedagogia Hospitalar. Pedagogo. Humanização Hospitalar.

Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2009/anais/pdf/2711_2167.pdf

Por: Natália Santos da Silva/ Mayra Souza/ Sônia Maria Rodrigues


Postado por: Bárbara Pinto de Carvalho - 14112080496

Bullying na Escola





Bullying é um ato caracterizado pela violência física e/ou psicológica, de forma intencional e continuada, de um individuo, ou grupo contra outro(s) individuo(s), ou grupo(s), sem motivo claro.
A palavra “Bullying” é de origem inglesa.
No Brasil, a palavra “Bullying” é utilizada principalmente em relação aos atos agressivos entre alunos e/ou grupos de alunos nas escolas. Até pouco tempo, o que hoje reconhecemos como Bullying, era visto como fatos isolados, “briguinhas de criança”, e normalmente família e escola não tomavam atitude nenhuma a respeito.
Atualmente o Bullying é reconhecido como problema crônico nas escolas, e com conseqüências sérias, tanto para vítimas, quanto para agressores.
As formas de agressão entre alunos são as mais diversas, como empurrões, pontapés, insultos, espalhar histórias humilhantes, mentiras para implicar a vítima a situações vexatórias, inventar apelidos que ferem a dignidade, captar e difundir imagens (inclusive pela internet), ameaças (enviar mensagens, por exemplo), e a exclusão.
Entre os meninos, os ataques mais comuns são as físicas. Ainda que não efetivada a agressão, os agressores costumam ameaçar, meter medo em suas vítimas.
Já as meninas agressoras costumam espalhar rumores mentirosos, ou ameaçarem e espalharem segredos para causar mal estar.
As ameaças podem vir acompanhadas de extorsão, chantagem para obter dinheiro, sobretudo com alunos de 5ª e 6ª série.
Tanto vítimas, quanto agressores podem sofrer consequências psicológicas desta situação de abuso, porém o que normalmente acontece, é que todas as atenções dos responsáveis (pais e professores) se voltem para o agressor, visto como um marginal em potencial, e a vítima é esquecida.
O Bullying atrapalha inclusive a aprendizagem, sendo que normalmente os agressores são as crianças com maior porcentagem de reprovação.
Os casos de agressão, que acontecem por um período maior devem ser encaminhadas para atendimento psicológico.

Bibliografia:

Pacievitch,Thais. Bulliying na escola. Disponível em:<http://www.infoescola.com/sociologia/bullying-na-escola/>. Acesso em: 3out.2016

Postado por: Bárbara Pinto de Carvalho - 14112080496

O Bulliying é uma violência tanto física quanto psicológica e afeta alunos de todas as idades e condições sociais no mundo todo. A escola como instituição social, deve combater qualquer forma de violência com práticas educativas que envolva o respeito ao próximo, a tolerância e reflexões acerca do tema.

Entrevista com a psicóloga Nádia Maria Beserra Leite sobre a Síndrome de Burnout

Burnout: síndrome afeta mais de 15% dos docentes

Exaustão emocional, baixa realização profissional, sensação de perda de energia, de fracasso profissional e de esgotamento. Estes são os principais sintomas de pessoas que sofrem da síndrome de Burnout. A pessoa é consumida física e emocionalmente pelo próprio objeto de trabalho. Daí o termo burnout - do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim). A doença acomete profissionais de várias áreas, mas seu diagnóstico é mais freqüente em profissões com altas demandas emocionais e que exigem interações intensas, como é o caso, por exemplo, dos professores e dos profissionais de saúde.
Uma pesquisa realizada pela psicóloga Nádia Maria Beserra Leite, da Universidade de Brasília (UNB), com mais de oito mil professores da educação básica da rede pública na região Centro-Oeste do Brasil revelou que 15,7% dos entrevistados apresentam a síndrome de Burnout, que reflete intenso sofrimento causado por estresse laboral crônico. “A enfermidade acomete principalmente profissionais idealistas e com altas expectativas em relação aos resultados do seu trabalho. Na impossibilidade de alcançá-los, acabam decepcionados consigo mesmos e com a carreira”, explicou.
De acordo com Nádia, obter 15,7% num universo de oito mil não é desprezível. Caso o índice seja o mesmo em todo o país, por exemplo, então mais de 300 mil professores brasileiros convivem com a síndrome, isso somente no ensino básico. Entre outras conseqüências, tal cenário levaria a um sério comprometimento na educação de milhões de alunos.
Os dados foram revelados por meio de um questionário aplicado no Sistema de Avaliação da Educação Básica, em 2003, mas somente analisado em 2007. O questionário permite identificar a incidência dos três sintomas que caracterizam a síndrome: exaustão emocional, baixa realização profissional e despersonalização. Com relação ao primeiro sintoma, 29,8% dos professores pesquisados apresentaram exaustão emocional em nível considerado crítico. Quanto à baixa realização profissional, a incidência foi de 31,2%, enquanto 14% evidenciaram altos níveis de despersonalização. 
Em entrevista ao Jornal do Professor, a psicóloga explica como os professores podem identificar a síndrome e o que devem fazer para tratá-la.

1. O que é a síndrome de Burnout? Como ela se diferencia do estresse?
 Burnout é um estado de sofrimento que acomete o trabalhador quando este sente que já não consegue fazer frente aos estressores presentes no seu cotidiano de trabalho. Diferentemente do estresse, que se caracteriza pela luta do organismo no sentido de recobrar o equilíbrio físico e mental, a síndrome de Burnout compreende a desistência dessa luta. Por isso se diz que Burnout é a síndrome da desistência simbólica, pois embora não se ausente fisicamente do seu trabalho, o profissional não consegue se envolver emocionalmente com o que faz.

2. O que leva o professor a desenvolver a síndrome?
Burnout é resultado de longa exposição aos estressores laborais crônicos, sendo mais freqüente em profissões com altas demandas emocionais e que exigem interações intensas, como é o caso, por exemplo, dos professores e dos profissionais de saúde. No caso dos profissionais de saúde, as demandas emocionais estão ligadas à compaixão, à onipotência de poder salvar vidas e à impotência por perdê-las. Já no caso do professor, as demandas são de outra natureza; estão relacionadas ao cuidado, à possibilidade ou não de se estabelecer um vínculo afetivo com o aluno que favoreça o processo de aprendizagem e permita ao professor realizar um bom trabalho.
 Essas demandas emocionais, no caso do docente, são inerentes a sua profissão, podendo ser agravadas, por exemplo, por políticas educacionais que aumentem a sobrecarga de trabalho sem a devida contrapartida, ou por condições inadequadas de trabalho, ou pela presença de alunos particularmente difíceis (alunos violentos, com grande déficit de aprendizagem) ou ainda pelo sentimento de injustiça, de não reconhecimento do seu esforço e da importância do seu papel na sociedade.

3. Quais são os principais sintomas dessa síndrome?
Os principais sintomas de Burnout são exaustão emocional, despersonalização e sentimento de baixa realização profissional. A exaustão emocional é uma sensação de perda de energia, de esgotamento, quando o profissional comumente relata que, embora querendo, já não consegue mais se envolver emocionalmente com o seu trabalho. Em decorrência dessa exaustão surgem dois mecanismos reativos, a despersonalização, que é o desenvolvimento de atitudes negativas em relação às pessoas destinatárias do trabalho (cliente, usuário) e o sentimento de baixa realização profissional, ou seja, uma sensação de fracasso profissional, de ineficácia.

4. Quais cuidados os professores podem tomar para evitar a síndrome?
Em tese, qualquer movimento no sentido de reduzir a vulnerabilidade do professor aos estressores do seu cotidiano, particularmente aqueles relacionados com as demandas emocionais, seria uma medida preventiva no sentido de minimizar as possibilidades de o indivíduo vir a desenvolver Burnout. Dessa forma, aplicam-se à prevenção de Burnout, todas as estratégias voltadas para ajudar o indivíduo a lidar com o estresse. Por isso, o apoio dos pares e da direção da organização é tão importante. A direção da escola tem papel fundamental no sentido de minimizar problemas estruturais como, por exemplo, condições de trabalho inadequadas. Com relação aos colegas, a troca de vivências e de problemas comuns favorece a reorganização cognitiva no sentido de o trabalhador rever suas expectativas e encontrar formas possíveis de lidar com suas frustrações, e ideais inalcançáveis.

5. Como os professores podem saber se estão com a síndrome ou não? Tem algum exame específico? Eles devem procurar um psicólogo?
 O diagnóstico de Burnout pode ser feito por exame clínico, com profissional da área de saúde (médico, psicólogo) que efetivamente conheça os sintomas da síndrome, e por meio de instrumentos psicológicos elaborados especificamente para fazer essa avaliação. É importante que em ambos os casos a avaliação seja feita por profissional com formação adequada em relação ao fenômeno específico. Entretanto, é admissível que o próprio professor, ao tomar conhecimento dos sintomas de Burnout, identifique com razoável precisão que está vivendo esse processo. Nesse caso, é recomendável que ele busque ajuda psicológica.

6. Uma vez constatada a síndrome, o que os professores podem fazer para melhorar?
 É altamente desejável que o profissional com Burnout tenha acesso a atendimento especializado, tanto médico quanto psicológico. Além disso, a participação da direção da organização e dos colegas pode ajudar muito, tanto na prevenção quanto na recuperação. Nos profissionais de saúde, medidas interessantes já vêm ocorrendo: profissionais que trabalham, por exemplo, em UTIs, prontos socorros e áreas mais críticas, por iniciativa própria ou por sugestão da instituição onde trabalham, fazem reuniões periódicas (grupos de reflexão) em que discutem suas angústias, suas limitações, buscam alternativas possíveis para os problemas e se preparam psicologicamente para se alegrar com o sucesso (mesmo que em pequena proporção) como forma de fazer frente ao insucesso freqüente. Meu estudo demonstrou que esse suporte social no trabalho é um grande aliado na redução dos níveis de Burnout.

Disponível em : http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=38

Postado pelo TRIO: Verônica G. Soares, Ariane Pinheiro e Cassiane Felisberto

domingo, 2 de outubro de 2016

Violência na escola



A violência escolar 

A cada dia percebemos que a violência escolar cresce assustadoramente, mas ao olhar pra algumas décadas atrás nos lembramos que o professor era respeitado e chamado de mestre.
Porém com a liberdade de expressão e a globalização, veio também uma onda de vandalismo por parte de pessoas que sem perceberem não adquiriram valores e respeito ao próximo. 
Melhor dizendo após a segunda guerra mundial, o mundo se viu em um crescimento acelerado, e por conta disso entraram muitos recursos que antes não havia, e também a mulher foi inserida no mercado de trabalho passando horas fora do lar, a onda de consumismo e a busca pelos eletrodomésticos mais modernos cresceu violentamente. Ao meu ver isso contribuiu para a violência que nos encontramos hoje. E essa violência atualmente atinge as escolas e todo o ambiente escolar. Professores  diariamente são agredidos moralmente e em alguns casos até fisicamente. Acontece também de alguns educadores, mesmo que indiretamente agredirem seus alunos, tratando-os com indiferença e preconceito, o que só faz almentar o caos que vivemos hoje.
O ambiente escolar está cercado de alunos que estão sempre na defensiva, pois tem medo de serem maltratados e para que isso não ocorra, já ficam no “aguardo” de brigas e suspensões.
Precisamos urgentemente rever esse quadro e repensar o papel do pedagogo nesse ambiente escolar. Pois o profissional no ambiente de ensino precisa estar pronto a auxiliar os alunos a se entenderem e perceberem que esse espaço é pra ser harmonioso e educativo. 
Os professores por sua vez costumam ter longas jornadas de trabalho, às vezes em escolas diferentes para suprir suas contas, muitas das vezes já chegam na instituição de ensino esgotados. E os pais e responsáveis ficam doidos pra mandarem seus filhos pra escola, com intuito que a escola eduque seus filhos.
È de suma importância que os pais entendam que são responsáveis pela educação de seus filhos, e que os educadores, sejam eles: Pedagogos, professores ou outros tenham a consciência que os educandos antes de mais nada precisam ser ouvidos, precisam se sentir seguros. Pois a violência nada mais é que o reflexo dos maus tratos que o sujeito sofreu em algum momento de sua vida. 
Nesse cenário entra o profissional de pedagogia, com seu lado humanizado e com sua prática pedagógica contínua procurando minimizar a violência escolar e contribuir de forma significativa não só no ambiente, mas na sociedade que precisa ser mais justa e reflexiva.
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Referência bibliográfica:   CHRISPINO,   Álvaro.  Gestão   do   conflito   escolar:  da classificação   dos   conflitos   aos   modelos   de   mediação.  Ensaio:aval.pol.públ.Educ.  [online].   2007,   vol.15,   n.54,   pp.   11-28.   ISSN   0104-4036. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-40362007000100002.

Autor: do trabalho grupo: MRT- Marisete Mesquita/ Roseli B. da Silva / Thaís Guimarães